Nascemos da promessa-lembrança. Nos conhecemos pela afinidade que não existiu, pela curiosidade que não surtiu. Permanecemos estremecidos, distantes e aos nós, mas permanecemos. O que mais fizemos foi permanecer, porém o que menos fizemos também. Gosto desta incompreensão de nós e apesar da mania que tenho de não parar nunca de pensar nos detalhes, e, no por que disso daquilo e daquilo outro até os olhos pingarem feito chuva mansa e dormirem, eu prefiro nos entender assim: sem perguntas – era pra ser.

p.s.: Obrigada.

O amor subiu na árvore. Foi um teste.
Foi pra ver se era à prova de tombos.
Devagarinho o dia morreu, sangrando laranja e cinza. Tudo tão diferente dentro do mesmo contexto, dentro de tão pouco tempo.
Eu lhes vejo em breve. Mais difícil falar no plural.
O laranja virou anil e caíram pontos de prata. As mãos ficaram abanando, sem saber onde se colocar.
E o amor se sentiu um pássaro que pousou sobre os fios de luz, feito um equilibrista.